O Poeme-se Periferia é uma iniciativa de formação e democratização cultural que coloca a poesia marginal e a escrita periférica no centro do processo criativo de crianças, jovens e adolescentes. Nascido da convicção de que a periferia é berço de uma literatura pulsante e necessária, o projeto ocupa espaços educativos e comunitários para transformar histórias de vida, memórias e sonhos em arte.
A proposta parte da ideia de que a criação literária pode ser também uma ferramenta de pertencimento, expressão e fortalecimento subjetivo. Por isso, o projeto aposta em uma metodologia construída a partir da convivência, da escuta e do vínculo contínuo, oferecendo um ambiente seguro, sensível e integrador para os participantes.
Poeme-se Periferia: Oficinas que valorizam a voz periférica
Ao longo de três meses, em encontros semanais aos sábados, os participantes mergulham em oficinas de escrita criativa, leitura e oralidade. A experiência é pensada para estimular a imaginação, a autoria e o reconhecimento da própria voz como potência artística e social.
As atividades são conduzidas por uma equipe preparada para acompanhar os jovens em suas diferentes dimensões. O professor e poeta James Ribeiro instiga a escrita de rua, a oralidade e a paixão pelas palavras, enquanto a pedagoga Luane Bispo contribui com dinâmicas de aprendizagem inclusivas, participativas e adequadas a cada faixa etária. Já a psicóloga Larissa Lara fortalece o cuidado com a saúde mental, o acolhimento das vivências e o estímulo à autoestima dos participantes.
Produção artística em três eixos
O projeto valoriza o ciclo completo da produção artística por meio de três eixos principais. O primeiro é formado pelas vivências semanais de criação poética, inspiradas no cotidiano e na identidade dos jovens. O segundo acontece ao final de cada ciclo, com a realização de um sarau comunitário de microfone aberto, reunindo alunos, familiares e moradores para celebrar as vozes surgidas nas oficinas.
O terceiro eixo é materializado na produção de um livreto artesanal, confeccionado ao final dos três territórios, registrando e eternizando a autoria dos novos poetas. Dessa forma, a experiência vivida em sala também ganha forma física e memória afetiva.
Um projeto itinerante
Pensando a cidade a partir de suas bordas e singularidades, o Poeme-se Periferia atua de forma itinerante. O ponto de partida deste ciclo será o CIEP Carmelina, ao lado da escola Jadyr, no dia 1º de agosto, a partir das 9h. Após essa etapa inicial e a realização do sarau de encerramento, a iniciativa seguirá para outros dois territórios: os bairros Romano e Bosque das Árvores.
Ao circular por diferentes espaços, o projeto amplia seu alcance e reafirma o compromisso de levar literatura, escuta e criação para além dos centros tradicionais de produção cultural.
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